White Hat SEO x Black Hat SEO

Os mecanismos de pesquisa são compostos por tantas informações que, à primeira vista, achamos que não somos capazes de mensurá-las. E, com tanta disponibilidade, é preciso que exista uma qualificação dos dados que recebemos, não é mesmo? 

Além de se preocupar com a oferta de soluções efetivas para o usuário, um sistema automatizado com inteligência artificial faz com que as mesmas sejam organizadas conforme sua relevância. Essa hierarquia é definida por diversos fatores e uma das chances de ocupar o topo dos resultados, ou seja, ser o primeiro de milhões de possibilidades, é a partir do Search Engine Optimization (SEO)

Talvez você esteja familiarizado com esse nome caso trabalhe com marketing digital, e-commerce e afins. E, provavelmente, está sempre em busca de atualizações para utilizar as melhores estratégias no seu negócio, de clientes ou parceiros. 

Hoje em dia, conseguir visibilidade na internet é muito importante para consolidar uma marca. E por que? Bom, é aí que os internautas descobrem quem realmente pode ajudá-los. Tudo isso apenas por conta de uma posição na página principal? Sim! 

Qualquer pessoa que tenha uma empresa quer se destacar entre os concorrentes diante de seu público-alvo, certo? Pois é, mas o problema é quando algumas táticas que fogem da ética são colocadas em prática. 

No entanto, existem várias otimizações “limpas” que podem ser feitas para atrair mais acessos no seu site. Com isso, você não tenta enganar os algoritmos e nem prejudica quem precisa do seu conteúdo. 

Dessa forma, estamos aqui para te orientar a respeito do que deve ou não ser feito. Essas técnicas são chamadas, respectivamente, de White Hat e Black Hat. Está com curiosidade para descobrir o que e quais são elas? Então vamos lá!

O que são? 

Para aprimorar o processo de aquisição de visitas em um site ou blog, você já sabe que é preciso aplicar métodos de SEO. Apesar do absurdo ser óbvio para algumas pessoas, muitas ainda insistem em tentar “enganar” os motores de busca como Google, Yahoo e Bing. 

Cada um desses softwares possuem regras, as quais devem ser seguidas. E não cumprí-las implica em questões éticas, porque ao oferecer informações sem valor algum para os usuários –  enquanto tenta mostrar ao mecanismo que são, apenas para ser notado no mundo online –  é totalmente antiético

Para que você não caia em golpes (ou até mesmo seja uma das pessoas que realizam essas más práticas), detalharemos nos próximos tópicos os conceitos centrais deste artigo. Confira: 

White Hat 

Arte: @roserodionova (Freepik)

O White Hat busca entregar aos internautas conteúdos resolutivos e, consequentemente, aumentar o tráfego orgânico de um website. Essa estratégia possui benefícios por tempo indeterminado e basta que haja um investimento em elaborar um bom conteúdo, por meio de um planejamento consistente, para que os resultados apareçam. 

Lembre-se que quanto mais cuidado com a experiência do usuário (também conhecida como UX), é possível que eles retornem mais vezes. Não só isso, podem indicar a página e os algoritmos dos mecanismos voltaram seus “olhares” a esse trabalho.

Para garantir que seu público fique satisfeito, foque em aprimorar suas obras, mas também tome cuidado com a divulgação das mesmas. Fuja do spam, por exemplo, porque essa é uma prática extremamente invasiva e afasta possíveis clientes, uma vez que sua reputação ficará manchada.

Black Hat

Arte: @roserodionova (Freepik)

Como falamos no início do texto, existe uma quantidade absurda de dados na internet e os motores de busca querem entregar as melhores soluções para seus usuários. O Google, por exemplo, possui robôs chamados crawlers, os quais são responsáveis por realizar uma varredura nas páginas e analisar atualizações para indexá-las. 

Existem três processos pelos quais os sites passam durante a atividade desses robôs: o rastreamento, a indexação e o rankeamento. O último nada mais é que a hierarquização da melhor para a pior resposta na lista de pesquisa. 

No caso do Black Hat, o intuito de quem o pratica é manipular os bots para estar sempre no topo. Apesar de parecer tentador, não se iluda. Em pouco tempo essas ações são descobertas e a punição é rigorosa, como a remoção do seu site nos resultados.

Por que recebem esses nomes? 

Reprodução: Era uma vez no Oeste

É claro que não poderíamos deixar de dar uma explicação a respeito desses nomes, né? Pois bem, eles significam – literalmente – chapéu branco e chapéu preto. E não, a imagem que utilizamos na abertura deste tópico não é meramente ilustrativa. 

As nomenclaturas dessas duas táticas de SEO surgiram devido aos filmes de faroeste, clássicos Bang Bang, porque neles o “herói” era identificado pelo uso do branco e o “vilão”, pelo preto. Os conceitos são de que um é bom, já o outro ruim.

E é sobre isso do que se trata, pois o Black Hat consiste em práticas que violam as diretrizes dos motores de busca, enquanto o White é honesto. Além disso, às vezes a internet se assemelha a uma terra sem lei… 

Grey Hat

Enquanto os dois conceitos anteriores possuem funções bem definidas, existe o Grey Hat para denominar tudo aquilo que fica no meio termo. Se falarmos sobre a diferença entre ele e o preto, é o fato de que o cinza é utilizado com menos frequência. 

Um exemplo dessa prática é o spam que recebemos no e-mail, assim como a compra de sites antigos para criar backlinks. Essas técnicas talvez possam parecer “brandas”, mas pode ter certeza que uma hora são detectadas e os responsáveis não ficam em uma boa posição diante do mecanismo. 

Já em relação ao branco, esse tipo de SEO é pior. Acho que agora ficou claro que, na verdade, o negócio é seguir as recomendações de boas práticas e conquistar resultados orgânicos, não é mesmo?

White Hat x Black Hat 

Bom, agora que você já sabe o que são cada um deles – e até mesmo o que fica no meio – entender a diferença entre esses tipos de otimizações é mais fácil. As respostas que aparecem na Search Engine Result Page (SERP) do Google, por exemplo, possuem conteúdos que são relevantes para os internautas. Entretanto, sabemos que não é sempre assim. 

As técnicas de black hat consistem em más práticas para alcançar a primeira posição da SERP, as quais não garantem um tráfego de qualidade. E por que? Simples. Quando alguém se depara com um conteúdo diferente do que foi prometido, sairá da página. Depois disso, seu rankeamento despenca, novos conteúdos dificilmente serão bem classificados e talvez você seja até banido. 

Já as estratégias de white hat são exatamente o contrário, pois elas servem para coibir a outra e o indicado é aplicá-las a todo momento. Além de não correr o risco de ser penalizado pelos motores de busca, sua autoridade será cada vez maior. 

Entre essas práticas estão os backlinks confiáveis, palavras-chave coerentes, links internos e muito mais.

3 táticas de Black Hat que devem ser evitadas

O Black Hat tenta enganar os mecanismos, mas isso não passa despercebido pelos algoritmos. A ironia nisso tudo está no fato de que após a aplicação dessas técnicas sujas, a posição de um site pode ficar pior em relação àquela que já estava e para tentar se recuperar é utilizado o White Hat.  

As análises nas páginas disponíveis na web são feitas a todo momento e, assim que são identificadas essas tentativas de manipular a ordem de classificação, a qual é feita pelo uso correto de SEO, as diretrizes de uso são bem rígidas. E por que se sujeitar a isso?

Ninguém quer visibilidade momentânea, pelo contrário, um negócio online quer sempre aparecer no topo. Porém, não é por chapéu preto que isso acontecerá. Além de o rankeamento ser afetado negativamente, os resultados somem em um piscar de olhos e a UX é péssima. 

Todos esses fatores, em conjunto, implicam na queda de tráfego do site e no lucro. Mas, sinceramente? O Google não está preocupado com páginas que apliquem as melhores estratégias de Search Engine Optimization, e sim aquelas que realmente se preocupam em proporcionar uma experiência de qualidade.

Que tal descobrir as 3 principais táticas de black hat para fugir delas? Veja a seguir:

Doorway Pages (Páginas de entrada)

Existem algumas páginas que são criadas apenas para tentar rankear palavras-chave e, na verdade, levam o usuário a uma outra que não tem nada a ver com a pesquisa. Elas são chamadas de Doorway Pages e a experiência dos usuários cai no chão quando passam por isso. 

Para os softwares, a proposta do site é uma, mas para quem o acessa, é completamente diferente. A otimização de palavras-chave faz com que a classificação do conteúdo seja boa, mas depois do clique é ativado um código de JavaScript (responsável por redirecionamentos de páginas) e o internauta cai em um local que não é o que pensava. 

Caso não tenha ficado claro, vamos dar um exemplo. Você inseriu pizzaria na caixa de pesquisa e, provavelmente, esperava que aparecessem indicações de locais por perto, né? Ao clicar em um dos links, você se depara com uma loja de pesca virtual.

Nem precisamos dizer o tanto que isso é péssimo e incorreto. Caso você passe por isso, denuncie o website!

Cloaking

As páginas de entrada são responsáveis pelo redirecionamento e o cloaking é, justamente, a falsa apresentação de conteúdos ou URLs. Enquanto para os algoritmos indexados é exibida uma coisa, os internautas vêem outra. 

Essa técnica prejudica a varredura dos bots e, infelizmente, os domínios conseguem se rankear mesmo com baixa qualidade em textos, imagens, vídeos, etc. Mas para que fazer isso e correr o risco de ser desligado da web a qualquer momento?

Keyword Stuffing

Assim como o próprio nome sugere, essa estratégia utiliza palavras-chave em excesso no texto para engambelar os robôs. Como não é algo novo no mundo do SEO e de lá para cá já foram feitas diversas atualizações, os sistemas foram aprimorados para identificar a relação entre os termos e o conteúdo. 

Caso as palavras-chave não se relacionem com a página, o efeito será oposto do desejado pelos chapéus pretos. Geralmente esses componentes ficam espalhados no site ou até mesmo no meio de parágrafos, o que torna perceptível a falta de nexo.

As 5 melhores técnicas de White Hat 

Antes de pensar em apenas rankear, lembre-se que você também é um internauta. Dessa forma, não há dúvida de que acha ruim passar por experiências negativas proporcionadas pelo black hat. 

É preciso investir em um serviço bem estruturado e alcançar de forma orgânica visibilidade, tanto de pessoas, quanto de robôs. Para isso, certifique-se que seus seguidores sejam atraídos por meio das técnicas limpas de chapéu branco. 

Depois de falarmos sobre tudo que você não deve fazer, que tal aprender sobre não só o que é preciso para agregar valor à sua página? Confira essas dicas que separamos para obter sucesso e combater sites que violam diretrizes de uso:

Title tag

O título, fator que aparece embaixo do endereço eletrônico da Simpplim, é muito importante para o rankeamento. Sempre que puder, coloque o nome do site nele e também insira dentro da página para que o internauta possa identificar de que é ali onde tem que estar. 

Certifique-se de que os títulos do seu site sejam compostos pelas palavras-chave mais relevantes do nicho. Preferencialmente, elas devem estar posicionadas à esquerda porque é comprovado que o padrão de leitura na web é dela para a direita. Desse modo, a atenção é chamada logo de cara.

Meta description

A meta description é exatamente uma pequena descrição sobre o conteúdo do texto, a qual fica localizada logo abaixo do título. Nela deve estar presente a palavra-chave do texto, de preferência em negrito. 

É importante torná-la atrativa para que o internauta sinta vontade de clicar no link e, dessa maneira, sua taxa de cliques (CTR) aumente. Apesar de não ser diretamente um fator de rankeamento, ela impacta de forma positiva na dimensão do tráfego orgânico, o que é ótimo para qualquer negócio online. 

Como é um resumo, para que a descrição não fique cortada na SERP, utilize até 156 caracteres, ok? 

Otimização de palavras-chave

Acreditamos que seja esse o principal fator de rankeamento, porque são as palavras-chave que estabelecem uma relação entre busca e resultado. Dessa forma, é preciso utilizá-las com cuidado para que os algoritmos percebam sua intenção. 

Durante o texto, não coloque inúmeros termos espalhados e sem coerência, ok? Os indexadores identificam essa prática e o efeito é contrário do que você espera. 

Ah, tome cuidado também para não produzir vários artigos sobre uma mesma palavra-chave. Caso isso aconteça, eles concorrerão entre si dentro de um mesmo lugar, o que prejudica a classificação. 

URL otimizada

Esse fator de rankeamento faz parte das estratégias de white hat e é relevante para conseguir uma boa posição nas SERPs. A URL nada mais é que o endereço eletrônico do site. 

Elas devem ser curtas, mas possuir a palavra-chave do texto. Observe que no exemplo não existem caracteres especiais, como acentos, porque os algoritmos não os reconhecem. Caso sua palavra possua-os, basta inserir os termos sem eles para que a otimização seja feita da maneira correta.

Link Building

Diante dos softwares, quanto mais links associados a um website, melhor. O nome dessa estratégia é link building e serve para atrair a atenção do público-alvo por meio da divulgação em várias páginas. 

Assim como o nome indica, é a construção de uma rede de compartilhamento. É claro que quanto mais a marca for vista na internet, melhor. Porém, tenha certeza que seus parceiros sejam da mesma área que a sua e também tenham autoridade online.

Chegamos ao fim do artigo, mas com o fato de que o Black Hat não compensa. Essas técnicas são incorretas e você pode parar em uma posição pior do que a anterior. 

Sendo assim, invista muito em White Hat e construa uma relação verdadeira com os usuários, clientes e parceiros. Elaborar estratégias pode demandar tempo e dedicação, mas os resultados são muito mais promissores. 

Coloque em prática agora mesmo tudo que aprendeu. Ah, e se precisar de uma forcinha com SEO, pode nos chamar. Deixe aqui nos comentários o que achou do texto! 

White Hat SEO x Black Hat SEO
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